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É 2006
E começou 2006. Tudo bem, vamos pra mais um ano. Achei por bem não traçar metas. Resolvi tentar. Aliás, fui impelida a isso. 2005 foi para mim um ano muito conturbado, onde eu tive a "oportunidade" de cometer diversos erros que as atuais circunstâncias me fazem ver o que fiz comigo. Sorte minha que vi tudo a tempo e hoje acredito na real possibilidade da renovação das forças e da vontade juntamente com este novo ano há alguns dias iniciado.
Entretanto, a falta de metas não me impediu de fazer um balanço de tudo aquilo que aconteceu ano passado. Esquecer o que é inútil, lutar pelo que é importante. A lição que me levará adiante.
A todos os que lêem o meu blog (e aos que não lêem também), quero desejar um grande 2006. Muito amor e garra!
Escrito por Normalíssima às 15h52
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A liberdade
É oficial: vou sair de casa e morar sozinha.
Escrito por Normalíssima às 23h00
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O tempo
Tenho me deparado muito com questões ligadas ao tempo. Quanto tempo falta para eu me formar, conseguir um trabalho com o qual seja feliz, encontrar aquele grande amor, constituir família e blá, blá, blá.
Mas esta semana percebi que o tempo realmente vem passando rápido Ou então sou eu que não o estou acompanhando. Na última quinta-feira recebi em minha casa a visita de uma figurinha linda, fofa, meiga e doce que é nada mais nada menos que a minha sobrinha-neta! Sim, meu amigo, sobrinha-neta.
Até então eu julgava que alguém com 23 anos de idade ainda era bastante jovem, mas agora já não tenho mais certeza, rs. Mas independentemente de qualquer coisa, o fato é que a filhinha da minha sobrinha sem-juízo, neta da minha desnaturada irmã por parte de mãe, é a coisa mais linda que eu vi nos últimos tempos. E isso me despertou meu instinto maternal. Ai, ai, eu quero uma daquelas pra mim...
À minha sobrinha-neta Raysla, mil beijinhos da sua tia-avó coruja...
Escrito por Normalíssima às 15h34
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Coerência
Ando ouvindo muito Los Hermanos, Foo Fighters, Rolling Stones e Norah Jones. Tenho baixado, inclusive, algumas músicas de Vivaldi e Giuseppe Verdi. Nesse caso, alguém pode me dizer o que eu vou fazer amanhã, sábado, no Carnatal? Ainda não descobri, mas antes que alguma idéia melhor me venha à mente, penso em me acabar de dançar e cantar ao som ensurdecedor dos trios. Quanta coerência!!
Escrito por Normalíssima às 12h02
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Uuuuuuuiii!!! Tá rolando entrevista de TV na minha sala!! Que vergonha...
Escrito por Normalíssima às 18h38
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Come here, baby...
Ao fiel leitor deste blog: Venha logo, Sylvio... 
Escrito por Normalíssima às 18h10
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Eu comigo...
Esses últimos dias têm sido extremamente produtivos intelectualmente para mim. Venho pensando constantemente em quitar meus débitos (inúmeros) e, ainda assim, terminar o ano com um saldo positivo em conta. Dá-lhe calculadora!! E eu ainda inventei de iniciar um curso novo, de alemão. Certamente irei narrar a copa do ano que vem!! Oh, mein got...
Apesar da visível falta de habilidade para lidar com quantias financeiras, especialmente as minhas, eu venho me sentindo muito orgulhosa de mim. Sim, as adversidades são muitas. Mas a vontade que venho sentindo de investir em mim, nos meus prazeres imediatos e no meu futuro remoto me dão a certeza de que serei muito feliz, ainda que do meu jeitinho.
Para variar, problemas sentimentais. Mas e daí? Estou viva. Busquei quem eu achava que amava e acreditava, inclusive, ser correspondida. Não sei ao certo o que essa pessoa queria comigo, nem tão pouco o que sentia por mim na verdade. Mas eu sabia bem o que sentia por ela, e arrisquei. Essa mesma pessoa agiu de uma forma completamente errada comigo, e mesmo assim eu a procurei. Segui meu coração. Mesmo não tendo sido correspondida, sinto-me totalmente aliviada agora. Sei que fiz mais do que deveria, e agora sigo tranqüila meu caminho. E outras pessoas interessantes aparecem a todo instante. Inclusive, conheci uma semana passada que ainda merecerá um post especial.
Estou na fase de curtir tudo, de viver intensamente as pequenas e grandes coisas que aparecem na vida. Estou dando chance às pessoas que antes não suportava. Amadurecer... Estou dando chances a mim. Venho descobrindo, de verdade, que sou uma garota que vale a pena. Tenho aprendido muito, alegre ou triste, sóbria ou embriagada. Pessoas transitam na minha vida, mas eu quero ficar comigo.
Sei muito pouco ainda... Estou me aprendendo.
Escrito por Normalíssima às 15h18
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Como assim??
Muito feliz. Não sei porque, mas estou.
Escrito por Normalíssima às 13h25
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Orgulho de mim
Pois é, caros amigos, retornei da viagem que fiz ao Encontro de Estudantes de Comunicação. As coisas correram mais ou menos dentro do esperado. Muita evazão, muito cinismo, cara de pau, cachaça, mas engajamento que é bom, quase nada.
Acho que esse foi um momento importante da minha vida. Não por causa somente do contexto em que estávamos, das discussões, enfim. Mas sim pelo fato de que pude conhecer melhor muitas das pessoas do meu convívio. E o que eu vi me deu náuseas.
Apelo, apelo, apelo. Nunca vi tanta necessidade de aparecer junta. E eu nunca me senti tão sozinha. Essa situação me obrigou a conviver com outras pessoas, a procurar outras delegações e te confesso, amigo. Não poderia ter acontecido coisa melhor para mim. Conheci pessoas fan-tás-ti-cas. Pessoas de verdade, seres humanos que sonham, que riem, que choram, etc.. e não somente filhinhos de papai querendo registrar em suas digitais todo movimento para comprovar num futuro muito recente a realidade forjada em que viveu durante alguns dias.
Eu sou uma pessoa de poucos amigos. Já tive mais, mas hoje estou vivendo um período muito sozinha. Isso já afetou muito minha consciência, quando eu achava que a única responsável por isso era eu mesma. Não é. Me custou enxergar o quanto as pessoas podem ser pequenas e egoístas. Não quero fazer parte disso. E se sou uma pessoa de poucos amigos, como já mencionei, é porque acredito que cada amigo, AMIGO, requer muita atenção, muita vivência e é impossível administrar muitas amizades sólidas e duradouras quando se tenta abarcar a maior quantidade de pessoas possível.
Voltei para casa mais segura de mim. Depois de uma semana praticamente no "isolamento", percebi como sou interessante e como sou feliz por ter uma vida de verdade. Agora sei o que quero e o que não quero. Pode ser que amanhã eu mude de idéia, que passe a ter outros objetivos, mas minhas metas sempre terão como objetivo o melhor para mim e para aqueles que estão perto. Não passo por cima de ninguém, sou uma mulher forte que batalha muito para alcançar o que julga ser melhor. E o melhor de tudo é poder dormir à noite sossegadamente, sabendo que olhei para as pessoas nos olhos, sem precisar abaixar a cabeça ou empinar o nariz por ninguém.
Escrito por Normalíssima às 11h33
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A pequena popularidade e divulgação concedida ao meu blog me permitem, como eu já mencionei, expor minha vida pessoal, pensamentos, aflições, e tudo o mais que permeia o que sou eu. Bom, então aqui vamos nós.
Quero tratar hoje sobre um assunto que sempre me chamou muito a atenção e que certamente é a causa de alguns dos meus recalques... O valor que damos a nós mesmos, aquilo que passamos aos outros e, principalmente, aquilo que somos de fato.
De acordo com a sociedade pós-moderna capitalista atual, eu estou muito, mas muito longe de ser uma pessoa que se dê o valor. Mas eu acho o contrário. Mais um ponto pra tal sociedade pós-moderna, que não perdoa quem a contraria. Bom, mas deixemos de firulas, vamos ao que interessa.
Não vai faltar na vida aquela sublime pessoa que chegará pertinho de você nos momentos mais difíceis, olhará bem lá dentro dos seus olhos e diz: Para com isso, se dê o valor! Está na cara que você não precisa disso, pois merece coisa muuuuuuuuuuito melhor”. Ahhh, essa tal pessoa... Como eu a odeio. Essa pessoinha que te diz isso fala com tanta certeza justamente por não sabe aquilo que passa dentro de você. Não sabe que você chora pelas perdas, pelos ganhos, pelas mudanças, pelos fatos que acontecem ou deixam de acontecer.
Essa célebre entidade, pelo menos para mim, nunca melhorou um único porcento minha vida, pelo contrário, só me fez pensar que sou anormal por uma coisa que tenho de sobra: Sentimentos. Bons, maus, alegres e tristes. Todos juntos, se misturando, se conflitando e precisando urgentemente uns dos outros. Eu não sou coerente. A dúvida sempre foi minha maior conselheira. E sabe porque, meu fiel leitor amigo? Porque ao contrário daquilo que falam aqueles “que se valorizam”, que não erram, eu me permito. Sei que cada lágrima minha é preciosa, bem como cada sorriso, mas não poupo nem um nem outro por achar que valho mais ou menos. Nós estamos vivos, cacete!! Para que essa bobagem? Sei que quando eu ficar bem velhinha (se chegar lá) vou ver que nunca me privei de sentir. Sou uma mulher visceral, pulsante e não sei viver pela metade. E não quero me valorizar para mostrar ao mundo que sou equilibrada ou coerente. O que eu quero é sentir que estou viva, intensamente. A pessoa que “se valoriza”, ao me ver fora dessas condições que menciono, por favor, cale-se, economize suas sábias palavras pré-programadas e me enterre de uma vez. Prefiro dar prazer às minhocas que me sujeitar ao robotismo de quem já nasceu sabendo de tudo. Certamente eu não aparento ser o que sou de fato. Dissimulada, eu? Não... Lógico que não. Por isso lhe digo, tenha paciência para me conhecer. E você? Como você é?
Esse mundo, ao meu ver, não faz o menor sentido. E quanto mais o tempo passa menos eu quero acreditar naquilo que vejo. Pessoas com medo. É o que mais presencio. Isso não é normal, caro amigo, acredite em mim... Se é pra ter medo, então que seja com a adrenalina à mil, o olho brilhando e o coração batendo à toda. Minha inteligência e sentimentos não são moedas de troca, então, valorizar o que? Deixa eu me jogar... Caso contrário, me enterre!!
Escrito por Normalíssima às 19h33
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